A diversificação de um terminal originalmente vocacionado para carga contentorizada para a movimentação de carga geral e unidades rolantes (Ro-Ro), incluindo viaturas ligeiras e pesadas, carga de projecto e máquinas, representa uma alteração estrutural ao nosso modelo operacional, técnico e organizacional.
Ao nível das infraestruturas, o terminal dispõe de berços de acostagem preparados, áreas de parqueamento e layouts operacionais flexíveis para acomodar cargas fora do padrão (Out of Gauge – OOG). No domínio dos equipamentos de movimentação de carga (MHC), o recurso a reach stackers, empilhadores e terminal tractors (TT), meios típicos de um terminal de contentores, torna necessária a aquisição de acessórios específicos de elevação e amarração, bem como a adaptação dos planos de manutenção e da gestão dos equipamentos.
A mão-de-obra portuária enfrenta um aumento significativo da complexidade operacional, uma vez que a carga geral e as unidades rolantes exigem competências em estiva, amarração, lashing e unlashing, condução e posicionamento de equipamentos e viaturas, com níveis de risco superiores aos da carga contentorizada. Tal implica o reforço de programas de formação, procedimentos operacionais normalizados (SOP), planos de tráfego interno, segregação de áreas e controlo rigoroso da interação entre pessoas e máquinas.
Do ponto de vista do planeamento operacional e da produtividade, estas operações caracterizam-se por maior variabilidade de tempos, menor previsibilidade e menores taxas de produtividade por hora. As viaturas e máquinas ocupam grandes áreas de parqueamento, não são empilháveis e apresentam elevado risco de danos físicos, o que exige zonas dedicadas, controlo de acessos e proteção adequada da carga.
Os sistemas de informação do terminal (TOS) e os processos administrativos necessitam igualmente de adaptação, nomeadamente viaturas identificadas por número de chassis (VIN), equipamentos por número de série ou referências diversificadas, impondo ajustes nos fluxos documentais e no planeamento de parqueamento.
Adicionalmente, estas operações implicam uma maior complexidade na gestão de reclamações por danos.
No seu conjunto, estes factores tornam a diversificação mais exigente do ponto de vista técnico e operacional, mas permitem ao terminal alargar a sua oferta de serviços e reforçar o seu posicionamento competitivo.
New operational challenges at the SOGESTER Terminal
The diversification of a terminal originally dedicated to containerised cargo into the handling of general cargo and roll-on/roll-off (Ro-Ro) units, including light and heavy vehicles, project cargo and machinery, represents a structural change to our operational, technical and organisational model.
At the infrastructure level, the terminal is equipped with prepared berths, parking areas and flexible operational layouts to accommodate non-standard cargo (Out of Gauge – OOG). In terms of cargo handling equipment (MHC), reliance on reach stackers, forklifts and terminal tractors (TT), typical of a container terminal, requires the acquisition of specific lifting and lashing accessories, as well as adaptations to maintenance plans and equipment management.
Port labour faces a significant increase in operational complexity, as general cargo and Ro-Ro units require skills in stowage, lashing and unlashing, driving and positioning of equipment and vehicles, with risk levels higher than those associated with containerised cargo. This necessitates the reinforcement of training programmes, standard operating procedures (SOPs), internal traffic plans, area segregation and strict control of interactions between people and machinery.
From an operational planning and productivity perspective, these operations are characterised by greater time variability, lower predictability and reduced hourly productivity rates. Vehicles and machinery occupy large parking areas, are not stackable and present a high risk of physical damage, requiring dedicated zones, access control and appropriate cargo protection.
The terminal operating system (TOS) and administrative processes also require adaptation, notably for vehicles identified by chassis number (VIN), equipment by serial number or other diverse references, requiring adjustments to documentary flows and yard planning.
Additionally, these operations involve increased complexity in the management of damage claims.
Overall, these factors make diversification more demanding from a technical and operational standpoint, while enabling the terminal to expand its service offering and strengthen its competitive position.